Especialistas apontam que a alimentação do gado é o aspecto mais caro da produção pecuária, representando 70% dos gastos com pasto e minerais. Diante desse alto custo, a atividade tornava-se quase inviável para produtores de Vazante, no noroeste de Minas. Com pastagens degradadas, eles tinham dificuldades para produzir alimento para o rebanho e precisavam comprar de terceiros, mas o Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Balde Cheio, oferecido pelo Sistema FAEMG/SENAR/INAES/Sindicatos, tem transformado essa realidade.

Com a recuperação de pastagens, a utilização do BRS Capiaçu, Mombaça e implantação do sistema integrado de produção ILP (Integração Lavoura-Pecuária), os produtores agora têm fartura de comida para os animais nas propriedades. “Adotando a tecnologia do sistema ILP, estamos implantando o capim-mombaça consorciado com o plantio de milho e soja e estabelecendo o plantio de capim-capiaçu. Os resultados estão sendo extremamente positivos, com produtores colhendo até 50 toneladas por hectare para a produção de silagem. Eles diminuíram custos e resolveram o problema da falta de alimento de qualidade para o gado”, detalhou o técnico do ATeG Balde Cheio, Cláudio Henrique Cardoso.

Em Vazante, o ATeG Balde Cheio tem a parceria da Agência para o Desenvolvimento Local Integrado Sustentável de Vazante e Região (ADVAZ) e contempla 30 produtores. A turma será acompanhada até julho de 2023.

“Passamos agora às medições da produção para a seleção dos rebanhos. Estamos buscando as vacas com maior potencial de produção. Para aumentar o lucro, é muito importante que o produtor planeje bem o manejo da pastagem, a produção de volumoso para a entressafra e o manejo dos animais. A metodologia estimula o produtor a enxergar a propriedade como uma empresa e tomar decisões baseadas em planilhas de custo e previsão de caixa. Tudo isso é filosofia do ATeG do Sistema FAEMG”, completou o técnico.